A Onda de Investir no Alentejo: por que investidores estão a olhar além de Lisboa — e quanto custa investir na região
- Karolline Dutra

- 6 de nov. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 10 de nov. de 2025
Autenticidade, espaço e valor arquitetónico — das praias ao turismo rural, o novo horizonte do mercado imobiliário português.

O mercado imobiliário português vive um novo ciclo. Depois do apogeu de Lisboa e da consolidação do Porto, os holofotes voltam-se agora para o Alentejo, região que, até há pouco tempo, era sinónimo de silêncio e vastidão — e que hoje representa o epicentro de uma das transformações mais interessantes do imobiliário europeu.
Nos últimos três anos, os preços médios de propriedades reabilitadas no litoral alentejano aumentaram entre 18% e 25%, segundo dados da Confidencial Imobiliário. O interesse internacional — especialmente de compradores alemães, britânicos, suíços e norte-americanos — está a impulsionar projetos de arquitetura de autor, resorts sustentáveis e investimentos em turismo rural.
A Guedu Atelier, sediada em Montemor-o-Novo, acompanha esse movimento como parceira técnica e estratégica.“Os investidores já não procuram apenas localização — procuram coerência entre design, sustentabilidade e autenticidade”, explica Karolline Dutra, fundadora do atelier. “É esse o verdadeiro luxo contemporâneo.”
Por que os investidores estão a olhar além das grandes cidades
Lisboa atingiu o ponto de saturação: o custo médio de uma reabilitação de qualidade ultrapassa 4.000 €/m², enquanto no Alentejo o mesmo investimento ainda permite projetos amplos, com identidade e margens saudáveis.O custo médio de construção ou reabilitação nas zonas do Alentejo varia entre 1.500 € e 2.500 €/m², dependendo da localização e do nível de detalhe arquitetónico.
Três fatores explicam a migração de capital para o sul:
Terrenos amplos e menor densidade urbana. Permitem desde moradias isoladas a complexos turísticos integrados.
Liberdade arquitetónica e regulatória. Municípios como Évora, Alcácer do Sal e Beja incentivam projetos sustentáveis e de reabilitação rural, promovendo uma ocupação responsável do território.
Potencial de valorização. O turismo de charme e os projetos residenciais de segunda habitação criaram uma procura estável e crescente — com rentabilidades que variam de 5% a 8% ao ano, dependendo do uso.
“O Alentejo representa o futuro do luxo: calmo, consciente e enraizado na autenticidade.”
Melides, Comporta e Alcácer do Sal: o novo triângulo dourado
Se há uma expressão que define o litoral alentejano hoje, é sofisticação discreta.Comporta, outrora uma vila piscatória modesta, transformou-se num dos destinos residenciais mais exclusivos da Europa — comparável a Saint-Tropez nos anos 70, mas com alma portuguesa. Os preços médios das villas privadas ultrapassam 10.000 €/m², e há forte procura de arquitetura sustentável em madeira e cortiça, integrada na paisagem das dunas e pinhais.
A poucos quilómetros, Melides segue a mesma trajetória, mas com um perfil mais artístico e reservado. O crescimento imobiliário é notável: terrenos rústicos com vista mar que custavam 150 mil euros em 2018 hoje ultrapassam 400 mil. Alcácer do Sal, por sua vez, consolida-se como o ponto intermédio ideal — combinando o acesso à autoestrada, a proximidade da Comporta e valores ainda competitivos. O município tem atraído resorts de pequena escala e villas contemporâneas voltadas para o público internacional.
Projetos de turismo residencial e ecológico, com forte ênfase em arquitetura bioclimática, estão a redefinir o padrão de investimento na faixa costeira do Alentejo.

Investir no Alentejo: o interior em ascensão com Évora, Beja e o turismo rural inteligente
Enquanto o litoral vive a sua fase de glamour, o interior alentejano cresce em turismo rural e reabilitação de património.Cidades como Évora — classificada como Património Mundial pela UNESCO — oferecem retornos consistentes através de projetos de reabilitação de casas em ruína, convertidas em boutique hotels, guest houses e residências de uso misto.
Em Beja, o valor médio do metro quadrado para imóveis a reabilitar ainda ronda os 900 €, enquanto o custo de reconstrução integral fica abaixo de 1.700 €/m² — uma das relações custo-benefício mais atrativas do país. Estas zonas têm atraído investidores que procuram pequenos hotéis rurais, vinícolas boutique e residências sustentáveis com gestão local.
O turismo de experiência e o “slow living” estão a reconfigurar o mapa económico do Alentejo: não se trata apenas de construir, mas de criar legados.
“O design é a ponte entre o património e o futuro. Cada projeto bem executado é uma forma de revitalizar o território.”

Arquitetura como ativo de investimento
Investir no Alentejo é investir em arquitetura como ativo económico. A Guedu Atelier integra design, engenharia, gestão de projetos e cost management, garantindo que cada decisão estética também é uma decisão financeira. Desde o estudo de viabilidade técnica até à fiscalização de obra, o atelier atua como parceiro de confiança de investidores estrangeiros que valorizam previsibilidade, eficiência e resultado.
Três pilares sustentam esta abordagem:
Planeamento técnico e financeiro, com estimativas detalhadas e previsões realistas.
Arquitetura contextual, que respeita a cultura local e aumenta o valor percebido.
Sustentabilidade e certificação, com metodologias alinhadas a BREEAM e LEED.
“Não desenhamos apenas casas — desenhamos investimentos inteligentes com impacto real.”
Um território de rentabilidade sustentável
O Alentejo reúne o que escasseia em outros mercados: espaço, tempo e coerência. Enquanto o Algarve enfrenta saturação e Lisboa se globaliza, o Alentejo cresce de forma silenciosa e segura — com uma economia regional robusta, infraestrutura em expansão e apoio institucional à reabilitação sustentável.
Os próximos anos deverão consolidar o Alentejo como o principal destino português de investimento imobiliário com propósito, onde arquitetura, autenticidade e rentabilidade se fundem num só projeto.

Pronto para investir no Alentejo?
A Guedu Atelier apoia investidores internacionais em todas as etapas — da aquisição e due diligence técnica ao design e gestão de construção — com a precisão e sensibilidade que definem o novo luxo. Descubra como transformar o potencial do Alentejo em património sólido e duradouro.

Escrito por Karolline Dutra
Engenheira Civil e Ambiental | Interior Designer
Especialista em Conservação e Reabilitação de Construções
Cost Consultant e Project Manager
Fundadora e CEO da Guedu Atelier
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Guedu Atelier é uma empresa de consultoria especializada em consultoria de projetos, engenharia e construção, design de interiores e consultoria imobiliária. Estamos prontos para apoiar decisões estratégicas e transformar ideias em projetos viáveis, equilibrando qualidade, funcionalidade e investimento.



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